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]]>Damião todo mundo conhece… ou deveria, já que é quem melhor ilustra Trancoso em seus mínimos detalhes poéticos no bico de pena ou na profusão de cores em óleo sobre tela… mas o quê quase ninguém sabe, é antigamente no Quadrado tinha um pé de Eugênia MAJESTOSO… Quem é antigo por aqui, deve lembrar… um pé de jambo, uma Eugénia linda, bem na frente a casa do “Seu Flor”… Pai de Damião.
Damião nos contou que ficava debruçado na janela da casa, admirando aquela árvore e pensando: Que linda, Eugênia! Apaixonado pela sua copa frondosa, e pelo tapete fúcsia que se formava debaixo dela, ele treinava seus traços tentando reproduzir aquela beleza…

Arte: Damião Vieira 2013 / Bico de Pena
Dias e anos se passaram, e o amor pela Eugênia só aumentara…
“quando tiver uma filha, ela irá se chamar Eugênia…” profetizou o artista.
Damião conheceu Joelma que hoje também é artista, e desse romance nasceram duas pinturas: o caçula é Caetano e a primogênita é Eugênia!
Dezoito anos se passaram e para orgulho desse pai, que sonhava com uma Eugênia enorme da sua sua janela, hoje ela é “moça feita” linda e majestosa…
Fonte: Damião Vieira em entrevista em 2017
Gostou?
Essa e outras reproduções das telas do Damião, assim como, a pinturas em tecido da Joelma Martins estão à venda no Espaço Trancoseando
Rua Carlos Alberto Parracho, 36 loja – Quadrado – Trancoso
16:00 às 22:00 seg à dom
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]]>“Nasci na beira da praia e cresci entre a praia e o Quadrado. Assim foi com meus pais, meus avós, bisavós e tataravós.”
Na verdade, todos os seus familiares nasceram e sempre moraram em Trancoso, há muitas gerações. Damião é o nativo que melhor ilustra Trancoso, literalmente.
Começou seus primeiros esboços ainda criança, na escola; antes dos 12 anos já sentia que gostava de desenhar e pintar. Entretanto, nessa época, em Trancoso, quem pintava bem, também poderia se “dar bem” como pedreiro ou carpinteiro… Segundo ele, não havia espaço para outro tipo de pintor que não fosse de parede.
Autodidata, recorda-se também que foi no inicio dos anos 80, com a chegada dos turistas e dos novos moradores de Trancoso, muitos dos quais também eram artistas, que recebeu grande incentivo para que continuasse pintando até um dia poder viver da sua própria arte. Esse incentivo, era em forma de troca…
Como Damião não saia dos limites de Trancoso sempre que algum novo morador viajava trazia algum material de desenho e dividia com ele. Geralmente, Damião retribuía com os desenhos que fazia; e assim, a amizade crescia.
Nunca frequentou nenhuma escola de arte e antes da internet, raras foram às vezes que ele teve contato com algum livro ou revista de arte… Ele se lembra das poucas vezes que pode, através de livros emprestados, contemplar o trabalho de artistas como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Alberto da Veiga Guignard e mais tarde, pode conhecer também alguns impressionistas, como Claude Monet, Edgar Degas, Toulouse–Lautrec, Van Gogh.
“Meu estilo é próprio e também não saberia defini-lo com a mesma precisão de quem passou por uma escola de arte. Considero que meu estilo vem sendo formado ao longo do tempo pela minha paixão em observar as paisagens, a vegetação, o casario e, principalmente, a luz daqui.”
A primeira pintura sacra que fez para as festas de Trancoso foi uma Bandeira de São Brás, e já se vão quase 30 anos. De lá pra cá não parou mais. A cada ano, são duas novas bandeiras surgem assinadas por ele.
Damião ilustra a vida nativa e cultural de Trancoso nas suas telas e no seu próprio lifestyle. Cercado por paisagens de um colorido fascinante, sua pretensão é continuar aprendendo, produzindo e mostrando Trancoso para o mundo através da sua arte.
“Acho que minha única escola foi ter a oportunidade de experimentar diferentes materiais que sobravam dos visitantes de Trancoso.”
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