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Advogada por formação e artista por vocação, Suzel convida o espectador a pensar sobre os atributos femininos e a relação entre direitos e deveres do homem e da mulher na sociedade do século XXI.

Influenciada pelas obras ” As mulheres” de Klimt e ao som da Primavera de Vivaldi, a artista criou grandes telas com técnicas de colagem de tecidos cintilantes, paitês, rendas e tecidos florais sobre pintura acrílica, sugerindo um tear de “cabelos e flores”. Através de uma narrativa poética onde enaltece os atributos físicos do sagrado feminino e reafirma a capacidade intelectual da mulher, Suzel enche Trancoso de belas flores, justamente na primavera; funcionando como uma “polinizadora” do empoderamento feminino e seus frutos.

A série concluída em 2019, é composta de 17 obras de acentuadas dimensões, literal e socialmente falando.
Onde?
Casa das Festas – Quadrado Trancoso
___________
Quando?
Vernissage:
20 de setembro de 2019 a partir das 18:00h
Visitação pública:
21 de Setembro a 05 de Outubro de 2019
Suzel Koialanskas é natural de Curitiba-PR e graduada em Direito e em Belas Artes pela Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR
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]]>Damião todo mundo conhece… ou deveria, já que é quem melhor ilustra Trancoso em seus mínimos detalhes poéticos no bico de pena ou na profusão de cores em óleo sobre tela… mas o quê quase ninguém sabe, é antigamente no Quadrado tinha um pé de Eugênia MAJESTOSO… Quem é antigo por aqui, deve lembrar… um pé de jambo, uma Eugénia linda, bem na frente a casa do “Seu Flor”… Pai de Damião.
Damião nos contou que ficava debruçado na janela da casa, admirando aquela árvore e pensando: Que linda, Eugênia! Apaixonado pela sua copa frondosa, e pelo tapete fúcsia que se formava debaixo dela, ele treinava seus traços tentando reproduzir aquela beleza…

Arte: Damião Vieira 2013 / Bico de Pena
Dias e anos se passaram, e o amor pela Eugênia só aumentara…
“quando tiver uma filha, ela irá se chamar Eugênia…” profetizou o artista.
Damião conheceu Joelma que hoje também é artista, e desse romance nasceram duas pinturas: o caçula é Caetano e a primogênita é Eugênia!
Dezoito anos se passaram e para orgulho desse pai, que sonhava com uma Eugênia enorme da sua sua janela, hoje ela é “moça feita” linda e majestosa…
Fonte: Damião Vieira em entrevista em 2017
Gostou?
Essa e outras reproduções das telas do Damião, assim como, a pinturas em tecido da Joelma Martins estão à venda no Espaço Trancoseando
Rua Carlos Alberto Parracho, 36 loja – Quadrado – Trancoso
16:00 às 22:00 seg à dom
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]]>O post Festival de Cinema em Trancoso apareceu primeiro em Trancoseando.
]]>Um convite à cultura e a diversidade, através de temas considerados “proibidos” traz luz e reflexões importantes para o nosso amadurecimento pessoal e, consequentemente, nosso amadurecimento social.

Projeto ousado e inovador realizado via Lei de incentivo à Cultura Federal pela cineasta Flávia Barbalho da Braxil Filmes, terá como sala de cinema o fundo da Igrejinha do Quadrado! Mais lindo e democrático impossível, né?
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Festival de Cinema de Trancoso
Festival de Cinema Proibido/ Forbidden Film Festival
Quando? De 21 a 24 de Outubro de 2018
Onde? Quadrado de Trancoso, Bahia
Organizadores:
Flavia Barbalho – Conceito
Said Hacid – Coordenação Internacional
Maria Clara Amorim – Produção Executiva
Lucy Marie – Coordenação de Produção
Gostou da dica?
Para mais informações: festivaldecinemaproibido@gmail.com
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]]>O termo “Capoeira”, curiosamente, vem do tupi, “ kapu’era”, que significa “mata que foi”, ou seja, um campo roçado para o cultivo, mas que antes era mata fechada. Entretanto, a arte da copeira foi herança deixada pelos escravos africanos no final do século XVI; talvez por isso, o nome seja esse, afinal era atribuição dos escravos roçar a mata para o cultivo da cana-de-açúcar, e a capoeira era praticada em campo aberto, junto a senzala.
A capoeira é uma arte marcial que possui movimentos ágeis e ritmados a uma música para ser confundida com uma dança. Na época, com o intuito de ludibriar os escravizadores, que não percebiam que não se tratava de uma confraternização na senzala, e sim um treinamento de arte marcial que poderia ser útil durante as tentativas de fuga. Assim, os escravos praticavam a capoeira enquanto seus companheiros cantavam e batiam palmas, e uma vez ou outra, fingiam estarem dançando, para disfarçar o treinamento. Os golpes e esquivas eram praticados durante essa uma falsa dança, que daria a origem então a um importante elemento da capoeira: a ginga.
A ginga é o movimento elementar da capoeira, e requer uma boa dose de coordenação motora. Seguidos dos chutes aéreos em rotação, as rasteiras, os floreios, como o “aú” e a parada de mão, conhecida na capoeira como “bananeira”, além das cabeçadas, por muitas vezes os escravos estarem acorrentados. Todos esses movimentos requerem força, grande elasticidade e muito treino. Por fim, as imprescindíveis esquivas, que demandam agilidade, atenção redobrada e muita prática.
A musicalidade distingue a capoeira de todos os outros esportes de combate, pois os praticantes aprendem não apenas a lutar e “a jogar” (que seria a forma lúdica de praticar), mas também a tocar instrumentos típicos e a cantar, solo ou em coro. A música é fundamental na formação da roda de capoeira; que resulta em um circulo de capoeiristas cantando e tocando enquanto a capoeira é jogada. É na roda, que os capoeiristas, além de praticar o esporte, compõem um belo e memorável espetáculo artístico, geralmente acompanhados de um bater de palmas, atabaque e o som do berimbau.
A pratica da capoeira, antes marginalizada, somente foi reconhecida como esporte no Brasil em 1937, depois que Mestre Bimba a apresentou ao então presidente Getúlio Vargas. Foram 71 anos até ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio cultural Brasileiro e recentemente, em 2014, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, justamente por reunir história, cultura, música, dança, direitos humanos, luta pela liberdade, honra, dignidade, coragem, crenças, fé e resiliência, expressando assim, importantes valores da humanidade em uma única arte.

Gostaram da história? Muito legal, né? O Contra Mestre Diney de Trancoso nos forneceu essas belas fotos! Obrigada Diney!
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]]>Tudo começou mais ou menos na década de 80, quando Romualdo também conhecido pelos amigos como Mereré ainda tinha 10 anos. Ele trocou 5kg de carne (sim! Eu não escrevi errado! 5 kgs de c-a-r-n-e) por uma prancha de um mineiro que estava tentando pegar onda na praia dos Nativos…
Muito provavelmente esse mineiro, pela primeira vez em Trancoso, veio na esperança de passar um verão surfando no litoral baiano que nessa época era super deserto e primitivo, mas que já era famoso pelas praias de nudismo…
A prancha era pequena para ele, não tinha lash, não tinha parafina, camisa de lycra… Ou seja, levou anos, anos, e mais anos para conseguir ficar em pé na prancha! Como era a única prancha de Trancoso, “bonzinho que só” Romualdo estava sempre empresando para os amigos que tentavam surfar com ele…
Um belo dia, empresando a prancha para um dos seus amigos, a prancha quebrou. Não restou alternativa, senão chorar, chorar e chorar… Não havia “shaper”, não havia loja… Naquela época se quer havia sido descoberto algum pico de onda surfável…
Por sorte, algum tempo depois a família desse amigo que havia quebrado a prancha foi a Ilhéus e lá por estar perto de Itacaré e também por ser bem mais desenvolvido que Porto Seguro tinha uma loja de surf (Aaaaaaaleluia!) E o amigo ressarciu o prejuízo e lhe comprou uma prancha novinha!
A nova prancha era bem maior do que a anterior e assim ele finalmente conseguiu subir e ficar em pé… (Uhuu!) E a santa prancha virou a prancha “da galera” (!!) Todo mundo passou a adorar a surfar com ela porque nessa prancha eles conseguiam ficar em pé…
Ele comenta rindo:
“De tanto uso, a prancha começou a se desfazer! A capa de cima saiu e ralava a barriga da gente mas a gente continuava surfando todo cortado assim mesmo…”
Romualdo ganhava a vida vendendo cocos na praia, até que um dia apareceu alguém dizendo que tinha uma lycra de surf… Não pensou duas vezes e trocou 60 cocos por essa camisa de lycra, mas a camisa era gigante para ele. Cabia dois dele dentro, mas mesmo assim seguiu tentando surfar enquanto a prancha se desfazia de tão velinha…
Verão vai, verão vem e apareceu “um pessoal de São Paulo” com pranchas para alugar durante o verão, passado a temporada, Romualdo conseguiu comprar essas pranchas e começou a alugar na praia também… o que virou uma fonte de renda e um novo meio de vida para ele:
“…já fui largando de vender coco para mexer com prancha”.
Ele conta que tinha paciência com os amigos para empurrá-los nas ondas e assim foi ensinando os amigos a surfar… Nessa época conheceu também a galera de Porto Seguro e do Arraial D´Ajuda, que segundo ele já estavam “muito evoluídos no surf”, já tinham parafina, “cordinha”… Já faziam até surf trip para Itacaré com uma Brasília que tinham comprado em grupo só para esse fim… lembra Mereré.
Nessa época descobriu com “essa galera” onde poderia consertar prancha em Porto Seguro, e começou a ensinar surf para os filhos dos donos de algumas pousadas e depois, as próprias pousadas começaram a indicar ele para os hóspedes aprenderem a surfar. Assim, sem planejamento e com muito amor pelo que estava fazendo, ia Romualdo aprendendo a ser professor de surf.
Foi assim que muitas gerações de Trancoso aprenderam a surfar. Hoje Romualdo é certificado pelo Imbra Surf como instrutor de Surf e como formador de instrutor de surf também ! Hoje Romualdo Mereré vive do surf e para o surf; e foi ele o descobridor do pico de Patimirim…
(mas aí já é outra história) Continua….
Aulas Particulares de Surf, Kitesurf, e Surf Guide
Romualdo Mereré
Tel: (73) 98127-7388
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