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Advogada por formação e artista por vocação, Suzel convida o espectador a pensar sobre os atributos femininos e a relação entre direitos e deveres do homem e da mulher na sociedade do século XXI.

Influenciada pelas obras ” As mulheres” de Klimt e ao som da Primavera de Vivaldi, a artista criou grandes telas com técnicas de colagem de tecidos cintilantes, paitês, rendas e tecidos florais sobre pintura acrílica, sugerindo um tear de “cabelos e flores”. Através de uma narrativa poética onde enaltece os atributos físicos do sagrado feminino e reafirma a capacidade intelectual da mulher, Suzel enche Trancoso de belas flores, justamente na primavera; funcionando como uma “polinizadora” do empoderamento feminino e seus frutos.

A série concluída em 2019, é composta de 17 obras de acentuadas dimensões, literal e socialmente falando.
Onde?
Casa das Festas – Quadrado Trancoso
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Quando?
Vernissage:
20 de setembro de 2019 a partir das 18:00h
Visitação pública:
21 de Setembro a 05 de Outubro de 2019
Suzel Koialanskas é natural de Curitiba-PR e graduada em Direito e em Belas Artes pela Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR
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]]>O post Uxua Design apareceu primeiro em Trancoseando.
]]>Uma Casa Hotel, encravada no coração do Quadrado, cheia de conceito e simbolismos… Quem tem o privilegio de conversar com seus idealizadores, se surpreende com a profundidade da obra. Todo o Uxua é arte. A autenticidade que tanto eles defendem, não vem de Trancoso, vem da alma. Quem tem sensibilidade compreende que não se trata de um hotel, nem de uma marca, se trata de movimento artístico.
O Uxua tem um projeto de desenvolvimento sustentável aliado a um gosto muito apurado. Com raízes no glamour da moda, (Wilbert Das é ex diretor criativo da marca italiana Diesel) consegue entregar sem problemas um conceito cheio de simplicidade e complexidade ao mesmo tempo… Sem dúvida, é uma manifestação de ordem comunicativa, através de vários meios de linguagem… Desde a valorização e restauração da arquitetura local, passando pela pintura, esculturas, desenho, música, dança e gastronomia.

O processo criativo do Uxua vem da percepção e da interpretação do que é Trancoso pelos olhos e pelo coração de Wilbert Das, resultando em uma releitura poética e provocadora. Com uma bandeira do slow turism, a proposta do Uxua para Trancoso é promover a manifestação das habilidades dos artesãos locais e a perfeita razão entre a transformação e a preservação cultural, através da apresentação de um alto padrão de hotelaria intimamente ligado ao senso de ineditismo singular.

Usando uma linguagem especial para comunicar o real valor e importância que Trancoso tem para a história e cultura brasileira, o Uxua hoje é o mensageiro da comunidade para o mundo. É intrigante ver como eles conseguem ser arte e ao mesmo tempo galeria para outros artistas, numa profusão artística retroalimentada.

Ao entrar em contato com todo o conceito do Uxua, é possível entender o sentido que tem. A estética de negócio em si é uma resposta ao questionamento de como é possível desenvolver sustentavelmente uma região com alto potencial turístico sem explorar, sem deformar e sem agredir…

Tal qual na arte, sem dúvida, surge aqui uma boa reflexão e uma bela obra-prima bem no coração do Quadrado em Trancoso, Bahia, Brasil!
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]]>O post Fernanda Santiago F/S Atelier apareceu primeiro em Trancoseando.
]]>Em sua vida, a arte vinha e ia… Depois de ter trabalhado por 12 anos como promoter de eventos na noite mineira, e sofrer de insônia crônica, Fernanda buscou a auto cura através do yoga, da meditação e da alimentação saudável, e então a arte voltou como resultado desse processo de cura. Ver a luz do dia, literalmente, trouxe luz ao seu coração artista.
De fala doce e traços fortes, essa mineira veio para Trancoso de férias neste momento especial da sua vida, onde buscava a si mesma, num resgate a sua luz interior. Já estava com seu atelier funcionado em BH, quando conheceu Trancoso e se apaixonou.
A conexão com a natureza trouxe ainda muito mais inspiração à Fernanda, que se lembrou das casinhas coloridas que pintava quando era criança… Tudo lhe parecia muito familiar. Curiosa por estar experimentando essa sensação de encontro e reencontro com a sua essência, decidiu então, morar no Quadrado, e se mudou para Trancoso.
Em uma das casinhas do Quadrado, ela criou um espaço multidisciplinar para autoexpressão, que leva suas iniciais, F/S Atelier, onde é possível encontrar, além de muita arte, gastronomia, oficinas, terapias holísticas e um caminho para o autoconhecimento.
Afinal, para ela, sua arte vem primeiro do que o entendimento. Como resultado do seu trabalho, a arte ajuda pessoalmente a artista no seu processo de auto-conhecimento e cura:
“O entendimento vem depois da vibração…”
Assim define a artista sobre a sua própria arte. Primeiro um impulso de criar, expressar, extravasar, depois a compreensão. Nesse momento, ela transcende e dá um significado pessoal à arte:
“…através dela, entendo melhor minhas emoções e assim posso buscar o equilíbrio entre o meu corpo e a minha mente”. – Conclui.
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]]>O post Capoeira em Trancoso apareceu primeiro em Trancoseando.
]]>O termo “Capoeira”, curiosamente, vem do tupi, “ kapu’era”, que significa “mata que foi”, ou seja, um campo roçado para o cultivo, mas que antes era mata fechada. Entretanto, a arte da copeira foi herança deixada pelos escravos africanos no final do século XVI; talvez por isso, o nome seja esse, afinal era atribuição dos escravos roçar a mata para o cultivo da cana-de-açúcar, e a capoeira era praticada em campo aberto, junto a senzala.
A capoeira é uma arte marcial que possui movimentos ágeis e ritmados a uma música para ser confundida com uma dança. Na época, com o intuito de ludibriar os escravizadores, que não percebiam que não se tratava de uma confraternização na senzala, e sim um treinamento de arte marcial que poderia ser útil durante as tentativas de fuga. Assim, os escravos praticavam a capoeira enquanto seus companheiros cantavam e batiam palmas, e uma vez ou outra, fingiam estarem dançando, para disfarçar o treinamento. Os golpes e esquivas eram praticados durante essa uma falsa dança, que daria a origem então a um importante elemento da capoeira: a ginga.
A ginga é o movimento elementar da capoeira, e requer uma boa dose de coordenação motora. Seguidos dos chutes aéreos em rotação, as rasteiras, os floreios, como o “aú” e a parada de mão, conhecida na capoeira como “bananeira”, além das cabeçadas, por muitas vezes os escravos estarem acorrentados. Todos esses movimentos requerem força, grande elasticidade e muito treino. Por fim, as imprescindíveis esquivas, que demandam agilidade, atenção redobrada e muita prática.
A musicalidade distingue a capoeira de todos os outros esportes de combate, pois os praticantes aprendem não apenas a lutar e “a jogar” (que seria a forma lúdica de praticar), mas também a tocar instrumentos típicos e a cantar, solo ou em coro. A música é fundamental na formação da roda de capoeira; que resulta em um circulo de capoeiristas cantando e tocando enquanto a capoeira é jogada. É na roda, que os capoeiristas, além de praticar o esporte, compõem um belo e memorável espetáculo artístico, geralmente acompanhados de um bater de palmas, atabaque e o som do berimbau.
A pratica da capoeira, antes marginalizada, somente foi reconhecida como esporte no Brasil em 1937, depois que Mestre Bimba a apresentou ao então presidente Getúlio Vargas. Foram 71 anos até ser tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio cultural Brasileiro e recentemente, em 2014, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, justamente por reunir história, cultura, música, dança, direitos humanos, luta pela liberdade, honra, dignidade, coragem, crenças, fé e resiliência, expressando assim, importantes valores da humanidade em uma única arte.

Gostaram da história? Muito legal, né? O Contra Mestre Diney de Trancoso nos forneceu essas belas fotos! Obrigada Diney!
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]]>O post Damião Conceição Vieira apareceu primeiro em Trancoseando.
]]>“Nasci na beira da praia e cresci entre a praia e o Quadrado. Assim foi com meus pais, meus avós, bisavós e tataravós.”
Na verdade, todos os seus familiares nasceram e sempre moraram em Trancoso, há muitas gerações. Damião é o nativo que melhor ilustra Trancoso, literalmente.
Começou seus primeiros esboços ainda criança, na escola; antes dos 12 anos já sentia que gostava de desenhar e pintar. Entretanto, nessa época, em Trancoso, quem pintava bem, também poderia se “dar bem” como pedreiro ou carpinteiro… Segundo ele, não havia espaço para outro tipo de pintor que não fosse de parede.
Autodidata, recorda-se também que foi no inicio dos anos 80, com a chegada dos turistas e dos novos moradores de Trancoso, muitos dos quais também eram artistas, que recebeu grande incentivo para que continuasse pintando até um dia poder viver da sua própria arte. Esse incentivo, era em forma de troca…
Como Damião não saia dos limites de Trancoso sempre que algum novo morador viajava trazia algum material de desenho e dividia com ele. Geralmente, Damião retribuía com os desenhos que fazia; e assim, a amizade crescia.
Nunca frequentou nenhuma escola de arte e antes da internet, raras foram às vezes que ele teve contato com algum livro ou revista de arte… Ele se lembra das poucas vezes que pode, através de livros emprestados, contemplar o trabalho de artistas como Candido Portinari, Di Cavalcanti, Alberto da Veiga Guignard e mais tarde, pode conhecer também alguns impressionistas, como Claude Monet, Edgar Degas, Toulouse–Lautrec, Van Gogh.
“Meu estilo é próprio e também não saberia defini-lo com a mesma precisão de quem passou por uma escola de arte. Considero que meu estilo vem sendo formado ao longo do tempo pela minha paixão em observar as paisagens, a vegetação, o casario e, principalmente, a luz daqui.”
A primeira pintura sacra que fez para as festas de Trancoso foi uma Bandeira de São Brás, e já se vão quase 30 anos. De lá pra cá não parou mais. A cada ano, são duas novas bandeiras surgem assinadas por ele.
Damião ilustra a vida nativa e cultural de Trancoso nas suas telas e no seu próprio lifestyle. Cercado por paisagens de um colorido fascinante, sua pretensão é continuar aprendendo, produzindo e mostrando Trancoso para o mundo através da sua arte.
“Acho que minha única escola foi ter a oportunidade de experimentar diferentes materiais que sobravam dos visitantes de Trancoso.”
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